Caminhei entre as flores, por Soajo e por Adrão e, em redor das minhas Montanhas Lindas.

 

 
 A flor do S. João, em Adrão
 
As florezinhas do S. João ainda acompanharam o Ventor, apesar do tardio de Agosto. Ainda as vi em Adrão, na Peneda e em Soajo. Esta é de Soajo e fazia parte do belo "must", pelos trilhos do Souto. Como sempre faço-lhes uma festa e trouxe-a comigo para a mostrar a quem passa, porque elas fazem parte dos melhores recantos dos trilhos em que o Ventor caminha. 
 
 
Flores rosas no caminho de Eixão
 
Estas flores rosa, também são parte das minhas caminhadas e fazem parte de outro "must", nas quedas de água que descem das minas do Miguel para o caminho de Eixão. Elas compunham um pequeno "must" húmido com florzinhas que ainda puderam esperar pela visita do Ventor, tantos anos depois. Elas e as águas que ali cantavam, são belezas inesquecíveis do meu mundo, nas caminhadas do Ventor.
 
 
 Uma pequena borboleta nas flores de Erica, no caminho de Eixão
 
As flores rosas das Ericas, as sempre inesquecíveis! As flores que acompanharam o Ventor por todos os recantos dos seus primeiros 15 anos de vida e que, com o tempo, ocuparam um grande recanto, no sótão da saudade. Elas estão sempre vivas pelos trilhos do Ventor, mais não seja, no seu cérebro. Nelas se encontra pousada a borboleta para dizer "olá, Ventor"!
 
 
Dedaleiras em Soajo, à espera do Ventor
 
Os "stroks", como dizemos por Adrão e pela Galiza, ou dedaleiras, ou digitalis. Elas também são companheiras inesquecíveis do Ventor. O Ventor prendia nelas os besouros, para os chatear e depois soltava-os, antes do tempo para morrerem asfixiados. Ainda hoje sonho com a libertação dos besouros, como uma das mais belas sensações imaginárias de liberdade. Não sei o que pensariam os besouros mas sei o que eu pensaria se estivesse no seu lugar. Tudo na vida é uma aprendizagem, até imaginar a sensação do besouro aprisionado, dentro da flor da dedaleira. Por isso, ainda hoje os tenho como meus amigos. Li um estudo que o besouro albi-negro-amarelo, ferra sempre enquanto poder. Mas os animais são incríveis e por isso, até hoje, nunca fui ferrado! 
 
 
As flores das silvas e as amoras nascendo
 
Outra das minhas flores inesquecíveis, as flores das silvas que ainda me saudaram pelos fins de Agosto. Houve tempos em que eu ia controlando as flores mais avançadas e as amoras que delas resultavam, durante as minhas caminhadas, no encalço das trutas, pelo rio de Adrão até ao fundo da Açoreira. Eu sabia onde as amoras tingiam de vermelho e amadureciam mais depressa. Quando as amoras são boas é quando acabam de amadurecer. Fazia sumo de amoras de silvas, nos buracos das lajes do rio para matar a sede e vivia com elas no mais belo "must" perfumado que só vi semelhante no rio Arinsal, em Andorra, onde até as águas pareciam de Adrão, na sua cantoria.
Ainda hoje, o meu mundo dos primórdios, vale tudo!

Em todo o mundo há flores lindas, como as minhas Flores de Inverno ou Flores da Vida mas, não ofuscam as flores das minhas Montanhas Lindas

tags:
publicado por Ventor às 11:37