Há invernos e invernos e eu parece-me que o nosso Inverno tem acabado nos últimos anos. Já assiti à queda de neve na serra da Malveira. Esbranquiçou e eu sái do carro onde ia e corri serra acima ainda a trepar alguma neve, um manto branquinho sumidiço, e quando dei a volta para a descida a neve disse-me adeus! Eu enquanto subia, imaginava-me a rebolar encosta abaixo dentro de pouco tempo, mas enganei-me! As fadas de Neptuno lançaram apenas uns farrapos de neve sobre mim para me animar! Porr isso, salvo algumas escepções tenho poucas histórias de neve, e na região de Lisboa só tenho essa! Foi num dia de sonho!

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Sorrisos numa rua de Sintra pelo Natal!

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Andei ali pela estátua Peninsular e entrei no jardim do Campo Grande. Recebi logo um olá desta espécie alva de lírio! Quando ouço o "olá", não posso deixar de olhar e a minha máquina piscou-lhe logo o olho! "olá" e aqui estamos juntos!

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Ontem peguei este amor perfeito amarelo à porta de casa. Voltei atrás porque ficou com inveja do outro vermelho que anda à solta por aqui. Hoje pediu-me para o colocar na mesma montra do vermelho, para falarem das coscuvilhices do cabeleireiro que vivia junto deles. Agora eles têm este local e vão aguentar-se com as coscuvilhices deste mundo virtial! Creio que se vão adaptar depressa. Afinal os seus corpos reais, continuam a usufruir das benesses de Apolo!

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Espigas de amor?

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Parecem mesmo espigas. Imaginem as carícias que esses estames farão ao tocar ao de leve numa face sensível, ou no fucinho lindo do meu Quico! Aposto que até ele ficaria à espera que essa festa nunca mais acabasse!

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Dois sorrisos quase amarelos sob um vento agreste. Eles são imagens do equíbrio!

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No meio das ervas, felicitações de vida colorida, para mim e para o meu gato! O sempre presente colorido de flores onde nunca faltam os malmequeres amarelos!

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Um dia destes dei com o Quico todo torcido no ar a brincar com uma destas flores que veio no meio das suas ervas. Contorcia-se todo, e subia no ar com as flores entre as paras da frente como se tratasse duma lauda à alegria. Depois olhava para mim como se fosse pedir-me mais. Mas azar dele que eu não as arranco a não ser por azar!

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Mas do mesmo muro de Sintra, um passarinho atirou-me estes dois beijos. Disse-me que foi uma dádiva de Diana a minha companheira da noite. Mas ela de dia também anda aí, embora não dê tanto nas vistas. Por isso, pediu ao passarinho para me alertar que ela estava lá em cima e me contemplava junto daquelas flores, seus beijos!

Em todo o mundo há flores lindas, como as minhas Flores de Inverno ou Flores da Vida mas, não ofuscam as flores das minhas Montanhas Lindas

publicado por Ventor às 11:46