Entre as Flores

Where Have All The Flowers Gone

As flores estão aqui, nas minhas Flores de Inverno, nas minhas Flores da Vida

Equinócio de 2012

20.03.12

A Primavera!

 

 

Como neste belo quadro de Carl Larsson, vamos festejar a Primavera, tdos juntos. Os persas e seus afins, festejam o seu Ano Novo (Noruz) e nós, para eles não festejarem sós, podemos festejar também mais um nascimento de um novo ano, primaveril. Vamos a isso?

 

É hoje, 20 de Março de 2012, às 05:14, que se vai dar o equinócio de Março. Isto é, o mesmo que dizer que vai nascer a Primavera, a belíssima amiga florida do Ventor.

 

 

Mas a Primavera, este ano, apareceu-me, entre as amendoeiras e bem pertinho de casa!

 

O meu amigo Apolo, disse-me que ainda não vi as papoilas brancas prque, a nossa amiga Primavera iria oferecermas na sua bela grinalda em que essas flores estariam presentes.

O que o meu amigo Apolo espera é que eu lhe conte o sonho que tive com a nossa bela Primavera mas, ele não tem tempo para me ouvir pois continua muito ocupado na sua guerra surda com Nibiru.

 

 

Todas estas flores, chamem-lhes o que quiserem, pertencem àquilo a que chamamos malmequeres. O malmequer é a designação dada às flores da famíla das compostas, constituídas por várias espécies de que fazem parte as margaridas, os crisântemos e muitas outras.

 

Mas eu, gostaria de deixar-vos aqui, parte da conversa que terei com o meu amigo Apolo, mal ele me toque na vidraça da minha varanda, amanhã de manhã. Eu penso que ele sabe, porque ele sabe tudo, basta-lhe interessar-se pelo assunto e ficará logo a par. Mas quem tem conversado comigo, cheia de tristeza, é a minha amiga Primavera.

 

 

 Flores lindas

 

Por entre estas belas flores, depois de passar pelas novas papoilas, a Primavera, muito triste por o seu irmão Inverno lhe roubar a beleza do seu tempo, chorou à sombra dos arbustos por ver as belezas da sua vida tão avançadas e com tanta sede.

«Vês, Ventor, como tudo seria lindo se todos nós cumpríssemos com as nossas obrigações? O meu irmão, cheio de inveja das minhas belezas, apena minou o caminho da minha chegada e já não sei que fazer para continuar a ser linda a teus olhos»! 

 

 

                 Flores de pessegueiro, incrustradas nos arbustos que as asfixiam

 

«Alguma vez, Ventor, me passou pela cabeça esconder-me de tanto calor entre as flores do pessegueiro? Das fruteiras, onde só ouço os insectos a gritarem que estamos todos perdidos. Que posso eu fazer? Nada! nada, nada, nada»! A mim resta-me a esperança de que os elementos se reencaixem nos respectivos casulos, terminar essa libertinagem natural e ver tudo isto mudar. De ver a chuva cair para os fenos crescerem e no seu seio, as belezas que dão côr ao mundo, deixando assim de ver as rações dos animais subirem já os 80%, e ouvir gritar hoje que 47% do território português está submetido a uma seca severa. Nem a Primavera sabe, nem eu, como tudo isto irá acabar.

 

 

Belezas nas minhas caminhadas

 

Por enquanto, só nos resta a esperança de que as coisas mudem e, entretanto, usufruir a nossos olhos, as flores sempre belas. Não sou do tempo de Carl Larsson, mas acredito que, no seu tempo, a Primavera lhes tenha aparecido a glorificar as belezas do seu mundo como agora glorifica o meu. De qualquer forma, a partir das 05:14 minutos deste dia 20 de Março, vamos ter esperança e dar as boas vindas à nossa amiga - a Primavera.

 

 

 

A minha amiga Primavera apareceu assim ao pintor Carl Larsson, de chapéu, entre a folhagem, a mim aparece-me de várias maneiras mas, normalmente, sempre com uma teara de flores e nunca de chapéu. Normalmente, sempre que sonho com ela, aparece-me descalça e florida com flores policoloridas. A primavera do Carl Larsson, é uma Primavera nórdica, a minha amiga Primavera é uma Primavera Lusitana, uma autêntica miraflores!

 

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Em todo o mundo há flores lindas, como as minhas Flores de Inverno ou Flores da Vida mas, não ofuscam as flores das minhas Montanhas Lindas

publicado por Ventor às 05:14

As Flores da Macieira

10.04.11

Hoje dediquei grande parte do meu dia às flores da macieira.

Podem vê-las aqui no Shutterfly.

Elas fazem parte do meu mundo rosa e das belezas das caminhadas do Ventor!

Pela manhã, ao dirigir-me para o café, revi o encanto das flores da macieira. Comecei, há dias, a apreciar a inflorescência desta companheira das minhas caminhadas dos últimos anos.

 

 

São lindos os botões ainda vermelhos da macieira - parece que vinha do seu seio, um olá especial, um «Olá Ventor»!"

 

Bebi o café, peguei na minha companheira Olympus e lá fomos nós programados para a apreciação das flores de 2011, desta macieira que já há anos se veste das suas cores rosa, apenas para agradar ao Ventor.

 

Mal me aproximei, apesar do tempo farrusco, lá apareceu uma abelha a zunir entre as cores belas da macieira, o verde das folhas e as flores branco-rosas. Eu, como sempre, dei uma palavrinha à abelha e disse-lhe para, se não quisesse ficar nas fotos, se afastar da macieira, ou então, teria de se haver com o paparazzi. As palavras dela foram: «vai chatear outro Ventor, tenho de fazer pela vida! Mas vou para estas flores brancas que nada têm a ver com a macieira»! Coubemos lá os dois e ela ia saltando entre a macieira e outro arbusto florido de branco e, mal comecei a minha cessão fotográfica, ao som da abelha e entre as belas cores verde e rosa, passei a trautear o Danúbio Azul e quase fiz o meu pé de dança com a macieira. A verdade é que o Danúbio Azul não me largava a cabeça e, juntamente com a máquina, as cores que nada tinham de azul (nem o céu, que era de chumbo), o som da abelha, e o pôr-me a pensar sobre se nas margens do Danúbio haveria macieiras assim tão lindas, eu fiz despertar, na minha tola a bela música das noites de Viena!

 

 

Também são lindos os tons branco-rosados dos botões espigadotes das macieiras. Eles fazem parte do meu mundo rosa

 

Então não é que, enquanto colocava as flores da macieira aos cuidados dos meus amigos do Shutterfly, a Rádio Ventor, teve a graça de me presentear com a bela música do Nabúio Azul! Um Danúbio Azul imaginário na minha cessão fotográfica e outro Danúbui Azul, fabuloso, para me manter alegre com as flores da minha linda macieira!

 

É assim que eu mantenho as ligações ap passado! Com as carrascas da serra de Sintra, com as macieiras, com as pereiras, com as fotos do passado e do presente, vivo num casulo de sonhos maravilhosos, caminhando por aqui e por ali e fazendo os meus neurónios funcionarem sempre interligados com o passado. Quando vejo as flores da macieira, da pereira, do pessegueiro, da ameixeira e muitas outras, sou imediatamente transportado para os primeiros 15 anos da minha vida! Caminhando nesses tempos, apenas consigo ver as coisas boas e esquecer completamente aquelas que todos consideramos más, se é que existiram.

 

 

A caminhada dos botões vermelhos e rosados que acompanham os seus irmãos e irmãs mais velhos e que todos os dias, gritam em conjunto o seu «Olá Ventor», quando o Ventor passa!

 

Por isso, quando há pouco, me perguntaram, ao telefone, como esteve aqui o tempo hoje, vi-me mal para me recordar do céu chumbo da manhã porque, junto às cores rosa das flores da macieira, eu só conseguia ver o céu azul!

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Em todo o mundo há flores lindas, como as minhas Flores de Inverno ou Flores da Vida mas, não ofuscam as flores das minhas Montanhas Lindas

publicado por Ventor às 00:58

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